terça-feira, 17 de novembro de 2009
Forte alta na Cbot dá suporte às cotações do milho no mercado interno
O mercado físico de milho segue com fraca comercialização e pressionado pelo elevado nível dos estoques e mínima possibilidade de realização de novos leilões da Conab para auxiliar nas exportações. Na BM&F, as cotações também seguem pressionadas, contudo, no after-market de ontem ensaiou-se uma leve recuperação devido à alta de Chicago. Percebe-se que o mercado continua acompanhando de perto qualquer movimento que possa resultar em maior demanda externa para o milho brasileiro. Mesmo assim, o mercado não deve demonstrar maior interesse de compra enquanto não se observar a realização desta alta externa na demanda para exportação. Nos EUA, as cotações voltaram novamente a testar os US$ 4,00/bushel no contrato mais curto. A forte alta foi resultado de compras de fundos de hedge buscando proteção contra a desvalorização do Dólar. Outro motivo para alta é a preocupação do mercado norte americano com a alta incidência de vomitoxina no milho. Por esse motivo a CBOT anunciou que irá fazer mudanças nos contratos futuros para resguardar a qualidade do milho negociado na bolsa. Essa mudança pode resultar em menor volume de liquidação de contratos por entrega física de milho. Além disso, o ritmo da colheita continua sendo alvo da preocupação dos traders. Ontem o USDA divulgou que a colheita norte americana está em 54% da área plantada nos EUA, dentro das expectativas do mercado mas bem abaixo dos 77% registrados nesse mesmo período na safra passada. Por outro lado, as exportações americanas seguem abaixo das estimativas do USDA.
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