No mercado físico de milho, enquanto os produtores restringem a oferta do cereal requisitando preços melhores, os compradores não aceitam pagar mais e seguram suas compras, adquirindo somente para cobrir suas necessidades de curtíssimo prazo. Com isso os preços ficaram estáveis.
Na BM&F as cotações encerraram em mais um dia de baixa, rompendo o canal de alta formado desde meados de setembro. A expectativa de recuperação das cotações para a entressafra está se esvaindo diante da reta final dos leilões da Conab, da constante desvalorização do Dólar ante o Real e da pressão baixista sobre as cotações da Cbot. Por outro lado, a redução de área para a produção de milho no Brasil suporta as cotações dos vencimentos dessa safra (mai/10) na BM&F. Como resultado, o spread entre os contratos da entressafra (jan/10) e da safra (mai/10) volta novamente a se fechar, tendendo uma inversão.
Vale ressaltar a forte queda das cotações do milho na Cbot ontem diante de vendas especulativas. A possibilidade de uma janela de clima seco para avanço da colheita do milho nos EUA foi o principal fator baixista. Mesmo assim, a possibilidade de perdas nas lavouras é cada vez menor, o que reforça o movimento de vendas dos fundos. Nem mesmo a valorização do barril de petróleo foi suficiente para conter a queda nas cotações do milho.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
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