quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mercado observa o enfraquecimento do suporte às cotações do milho

No mercado físico as cotações seguem firmes devido à retração dos produtores na oferta do milho e ao interesse dos compradores em refazer estoques.

Já na BM&F as cotações futuras encerraram em baixa nessa quarta-feira. Tomando em consideração que boa parte das expectativas estavam voltadas para uma possível melhora no volume de exportações, vê-se que os fatores que embasavam essa possibilidade são inconsistentes no médio prazo.

Primeiramente, a alta observada no mercado físico foi obtida com um baixo volume de negócios, com os compradores adquirindo somente o necessário para o curtíssimo prazo. Isso denota a fragilidade dessa tendência altista.

Segundo, a alta nas cotações da Cbot foi neutralizada pela forte valorização do Real contra o Dólar, impedindo uma melhora na paridade de exportação. Também deve-se considerar que a alta na Cbot está sendo fortemente influenciada por riscos climáticos sobre a safra dos EUA. Passada essa fase, a super safra norte americana deve exercer uma pressão baixista sobre as cotações na Cbot e inviabilizar ainda mais as exportações brasileiras.

Por último, os leilões da Conab estão em sua reta final. Ontem, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, o próximo leilão de PEP, marcado para o dia 20/10, será o último.

Assim, verifica-se que os fatores que estavam dando suporte às cotações estão se esgotando. Particularmente, acredito que o mercado futuro deve buscar um patamar de preços inferior, rompendo o canal de alta formado nas duas últimas semanas.

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