segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Preços do milho suportados pela restrição de ofertas, mas exportações abaixo do esperado devem pressionar mercado.

As cotações do milho encerraram a sexta-feira em leve alta, suportada pela restrição de oferta dos produtores e com uma demanda, mesmo que pontual, pagando mais para as necessidades de curtíssimo prazo.

Por outro lado, os números da exportação de milho em setembro decepcionaram os participantes do mercado. Enquanto o mercado aguardava vendas acima de 800 mil toneladas, as exportações de setembro foram de apenas 716,3 mil toneladas. Apesar do número ser 96% maior que o embarcado em agosto e 161% acima do que foi embarcado em setembro do ano passado, o volume embarcado até o momento ainda está muito abaixo das estimativas privadas e públicas para esse ano. Até o momento os embarques acumularam somente 4,6 milhões de toneladas sendo que as estimativas apontam para algo entre 7 milhões e 8 milhões de exportações nesse ano.

Diante dessa constatação, o governo ainda não anunciou qual modalidade de leilão adotará para esse próximo que será realizado na quinta-feira (08). O governo parece ainda não ter chegado numa conclusão a respeito dessa que é uma das reinvidicações dos produtores, ou seja, a mudança de PEP para Pepro.

Vale lembrar que essa discussão já ocorreu no início dos leilões, quando estavam sendo realizados Pepro, contudo sem gerar suporte às cotações na época. A diferença entre os dois é que no PEP, o prêmio é pago ao comprador que é obrigado a adquirir milho ao preço mínimo para receber a subvenção. Já no Pepro, o prêmio é dado ao produtor, que é obrigado vender o milho ao valor do preço mínimo reduzido do prêmio recebido. Assim, eu acredito que o PEP continue sendo o mais recomendável para o momento.

Atenção especial deve continuar sendo dada aos leilões da Conab, ao câmbio e às cotações internacionais.

Tendência para o dia: baixa

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