O mercado físico de milho segue em sua rotineira fraqueza de negócios. Se de um lado temos os produtores aguardando a recuperação no volume de exportações, incentivadas pelos leilões da Conab, de outro lado temos um mercado consumidor sem urgência para aquisição do cereal. Como se costuma dizer, os consumidores estão comprando "da mão pra boca".
Para esta quinta-feira está programado mais um leilão da Conab para 800 mil toneladas de milho.
Na BM&F, as cotações encerraram essa terça-feira em leve alta. Grande parte dos traders acreditam que já estamos no fundo do poço para as cotações do milho e que os leilões da Conab devem escoar boa parte do excedente do mercado interno. Analisando-se tecnicamente, parece que essa teoria pode se confirmar, já que desde o dia 14/09 vem se formando um suporte em todos contratos futuros do milho na BM&F. Pode ser um bom momento para hedgear a compra futura de milho! (Essa é apenas uma opinião própria, não é uma recomendação!)
Enquanto isso, só nos resta acompanhar a situação do mercado norte americano, que está operando com forte volatilidade devido à grande expectativa sobre as previsões climáticas e seus possíveis resultados para a safra dos EUA. Nossas exportações dependem, em grande parte, das cotações do milho nos EUA.
Na Cbot, ontem foi dia de alta nas cotações. O mercado iniciou no positivo acompanhando a desvalorização do Dólar frente as principais moedas internacionais. Durante o dia, previsões climáticas de empresas privadas aumentaram a possibilidade de quedas de temperaturas nas regiões produtoras, o que aumentou o apetite dos traders em cobrir posições vendidas.
Tendência para o dia na BM&F: possibilidade de leve alta.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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